quinta-feira, 10 de maio de 2012

Carta 4

Meu nem tão meeu assim...

Hoje não tenho insonia. Sei que, assim, foge um pouco do combinado. São só Oito da noite, e não esta chovendo. Você sabe como eu gosto de chuva. Mas, hoje eu estou na varanda, com um copo de vinho barato só pra olhar a lua. Lua cheia me lembra você e sua mania de ficar tentando adivinhar a idade dos astros.
Resolvi escrever.
As nossas eternidades e nossos imediatismos sempre me inspiram a mais um trago, pra derreter de vez um pulmão, que assim como minha vida e meu destino, é meu. E é um direito meu destruir. Não é afronta, meu amor, é só verdade.
São pontos de vista, das nossas filosofias chatas em dias mais chatos ainda " acabe com essa droga de uma vez, não volte nunca mais pra mim"
Eu soube do seu novo romance ou nem tão novo assim.

PS. Perdi a carta 3 em algum lugar do mundo. Melhor assim, que as palavras que ali estão ditas sejam encaradas como tantas verdades que calamos nesses tantos meses ou anos ou dias em que nos falamos, calando, tudo que era confissão de amor.
A gente fugiu tanto de nós nos escondendo no eu. Todas as mentiras e não verdades. É só mais um silêncio.

A lua esta realmente bonita.

                                                                                 De algum lugar dentro de mim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário