Há anos eu supero cada passo sozinha. De um jeito ou de outro a sua ausência me fez bem, bem o suficiente pra me ensinar que é idiotisse culpar a vida por erros que escolhi cometer. Eu não sei muita coisa da vida, alias, sei muito pouca coisa da vida e com os erros que continuo cometendo aprendo um pouquinho a cada minuto. Eu sempre soube que nós dois era demais pra uma vida e que esse amor é algum tipo de carma ruim vindo de dezenas de encarnações. Provavelmente, ele vai continuar por mais algumas dezenas. Não sei, por exemplo, se existe alguma possibilidade dessa paixão descabida, enorme, intensa e sufocante dar em alguma coisa a mais que só nas inumeras noites de insônia.
Eu desejo que não. Sabe, tem que parar de doer, de machucar, de fazer efeito. Até drogas fortes, após algum tempo de uso, param de fazer efeito. E você, sem nenhum esforço, continua me amortecendo como da primeira vez.
Paixão idiota e como diria Cazuza " o amor é o ridículo da vida". Ridículo continuar gostando tanto de você, mesmo depois de tantos anos. Depois de ter brigado tanto com a minha alma, meio surrada, e ter aprendido a me colocar em primeiro lugar apesar dos apesares.
Não tenho obrigação com a sua vida, com seus passos, embora os meus passos queiram tão desesperadamente estar junto dos seus pés.
Amor passa, orgulho ferido não.
Feridas só cicatrizam quando deixamos que elas curem, quando paramos de fazer sangrar.
Estou indo atrás de novas dores, de novos sabores, outras feridas.
Você não sara e eu sei disso, é chaga constante, aberta até sabe Deus quando. Doença crônica.
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