domingo, 15 de abril de 2012

Carta 1 -

Oi,
Incrivel como o tempo passou, né?!
E essa cidade é linda! Eu sei que você não esta interessado em saber como anda minha vida, deixou isso bem claro quando foi embora, cantando os pneus do seu carro, naquele 12 de Abril chuvoso.
Sei também que você me acha "extremamente egoísta, ao ponto de abrir mão do amor por capricho". Mas você nunca tentou me enteder, nunca parou pra se colocar no meu lugar, nunca...nunca pesou o que você me pedia.  "Abrir mãos dos meus caprichos por você", não são meros caprichos, baby, são sonhos e de sonhos não se abre mão.
Não vou retomar nossa ultima discussão, estou te escrevendo pra cumprir a promessa que te gritei da sacada, naquela mesma noite. Nem sei se você me escutou, mas eu prometi que ia te amar apesar de tudo e sobre tudo, te amar em noites de chuva fina na compania de um cigarro barato no 15º andar de  um predio qualquer. Te amar quando eu tivesse insonia e mesmo quando eu dividisse o meu café da manhã com outra pessoa.
Você sabe que minha solidão é eterna e intensa demais para ser curada. Mas minha alma de tão minha, acaba sendo sua. 
Pode ser que você nem leia essa carta, ou leia ela e venha me encontrar. Ainda não consigo entender como você me deixou partir sem me dar um ultimo beijo, a gente se deve uma vida, ainda temos meia garrafa de vinho pra beber, 3 mil conversas não terminadas e meu travesseiro ainda tem o cheiro da tua pele.
 Eu estou bem. E não, eu não me arrependi da minha decisão.
Eu ainda te amo...

                                                                                            De um lugar qualquer do mundo...

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