quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quase cura, quase não doi mais.

Acontece que nem sempre as coisas ficam como deveriam ficar, em uma primeira consepção. Não vivi o suficiente para saber se " as coisas certas acontecem no momento certo", mas ja doeu o bastante para que eu tivesse coragem de assumir as consequências.
Cada uma das cicatrizes, cada minimo sangramento, não foi culpa sua. A culpa é totalmente minha. Consegue me ouvir?!
Estou te libertando das minhas culpas, das minhas dores, das minhas feridas, dos meus complexos. Fui eu quem cortou, era minha a mão que segurava a punhal. Você entrou nos meus pulmões porque eu te traguei, na imensidão da metade de um mês de Janeiro. No meio das árvores, ou no topo delas. Whatever.
É uma confissão. Não sei onde foi que começou ou que terminou esse meu amor, jorrado e despejado na sua ausência. Você não faz parte da minha vida, embora esteja encrustado em casa célula.
Mas, sabe?! Sou corajosa o suficiente para o não. Não. Não.
Nós dois nunca existiu, nunca existirá. Que azar o seu. Não teve nem a chance de me conhecer. E eu avisei. Implorei em silêncio, para que não me deixasse sair. Para que me fizesse permanecer na sua vida. Você não escutou.
Eu avisei, que se eu fosse não voltava mais. E eu fui.
E pode machucar quanto for, cada palavra sua destinada a mim. Eu não volto. Não.
Eu sei que você é doença crônica que não sara nunca. Nunca.
Mas eu ja me acostumei a seus sintomas. Sei como me proteger.
Uma pena, mas agora, é tarde demais.

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