quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fragmento 1 - Uma quase despedida.

Eu não sei escrever poemas. Essa é a verdade. Não tenho muito lirismo dentro de mim, nunca fui muito intimas das rimas ou das métricas que tão perfeitamente lia nos parnasianos.
O que eu escrevo reflete um pouco da liberdade que minha alma - tão aflita e imediata- implora pro ter todas as manhãs. Mesmo quando o meu maior desejo é que você não se levante, não me largue, me amarre. Eu ainda quero liberdade.
Nossos "adeus", tão inocentemente, ditos como até logo estão me fazendo menos mal e isso me assusta um pouco. Me assusta, amor, porque eu sei bem onde isso tudo vai dar. E dói porque eu reconheço que falhei, que menti pra mim quando jurei que você era diferente e que finalmente meu coração tinha encontrado alguém capaz de fazer ele querer ficar. Mas meu coração é um eterno viajante, amante das distâncias e das aventuras. Ele deseja e ele vai.
Ainda não é uma despedida, ainda não. Meus devaneios e ciumes ainda são teus, e todo o meu corpo quer ficar mais cinco minutos na sua cama, e são cinco minutos tão bons...
- O amor, assim como todo o resto é finito. Infinito é o tempo. Só o tempo.
Um dia acaba e não doi mais, ai sim vai ser despedida. Por enquanto ainda sangro quando penso que pode ser outra a dona do seu futuro.
Eu disse que não sei escrever poesias, sei ser feliz, ou ao menos eu tento aprender. Isso deve ser o bastante. Espero que seja.
Mas volta aqui, vai embora não. A liberdade hoje brilha nos teus olhos.

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