domingo, 13 de novembro de 2011

Sem resistências

A sua ausência doi. Me lembra de nãos que me foram ditos em silêncio, numa noite fria de Natal, a uns dois anos atrás. Doi mais. Porque você chega aqui com essa sua barba cerrada e seu olhar cor de esperança e me faz querer pertencer a tudo que jurei repudiar, naquela mesma noite. E é logico que você não sabe disso.

- Com você é diferente.

Pronto. A mesma sensação do vôo, daquela noite quente de Julho quando vi o amor se despedir de mim. So desejei boa viagem a ele. E agora você chegou. E teima em permanecer. Em todas as faltas, você ainda está presente. É tão injusto.
Sabe, não te amar nem é tão complicado assim, nós dois pertencemos a mundos diferentes. Seres de duas espécies. Você foge do que eu procuro e mesmo assim, eu quero você. E você sabe disso, amor. E é incrivel como em todas as vezes que penso em me afastar, em construir um fosso medieval - com crocodilos e tudo - para que sua aproximação não fique perigosa demais diante da minha muralha, me sinto furtando uma coisa irreparavelmente maravilhosa de mim mesma.

" Entende, que com você até parar pra olhar as estrelas parece grande declaração de amor?!"

- Você é rara, Você é rara.

Meu bem, você acabou de me puxar abismo abaixo. E eu não pretendo resistir a queda.

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